O mercado brasileiro de dermocosméticos movimenta mais de R$ 30 bilhões anuais e cresce a taxas de dois dígitos, impulsionado pelo envelhecimento populacional, aumento da conscientização sobre cuidados com a pele e a busca por produtos com eficácia comprovada. A farmácia é o principal canal de venda, e o farmacêutico é o profissional mais qualificado para orientar o consumidor nessa categoria.
Para oferecer uma orientação de qualidade, o farmacêutico precisa dominar os principais ativos: filtros solares (físicos vs. químicos, FPS, proteção UVA/UVB), retinoides e derivados de vitamina A (retinol, retinaldeído, tretinoína — suas indicações, concentrações e efeitos colaterais), hidratantes e barreira cutânea (ceramidas, ácido hialurônico, niacinamida, glicerina), ativos clareadores (vitamina C, ácido kójico, hidroquinona), e ácidos esfoliantes (glicólico, salicílico, mandélico).
A venda consultiva em dermocosméticos começa com uma breve anamnese: tipo de pele (seca, oleosa, mista, sensível), principais queixas (acne, manchas, rugas, flacidez), produtos já utilizados e orçamento disponível. Com base nisso, o farmacêutico recomenda uma rotina personalizada, explicando o passo a passo (limpeza, tratamento, hidratação, proteção solar). Farmácias que investem em capacitação nessa área registram aumento médio de 40% nas vendas da categoria.
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Fonte: Euromonitor International — Dermocosmetics Market Brazil 2024. www.euromonitor.com | Sociedade Brasileira de Dermatologia — Guias. www.sbd.org.br
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