A sustentabilidade tornou-se prioridade também no setor farmacêutico. Embalagens de medicamentos precisam atender a requisitos rigorosos de proteção (luz, umidade, temperatura, crianças), mas também precisam ser mais sustentáveis. O Brasil possui uma das legislações mais avançadas de logística reversa, com obrigações claras para fabricantes, distribuidores e farmácias.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e o Acordo Setorial de Medicamentos (Decreto nº 11.413/2023) estabelecem que farmácias e drogarias são pontos de coleta obrigatórios para medicamentos vencidos ou em desuso. O consumidor pode devolver qualquer medicamento, sem custo, e a farmácia deve armazenar os resíduos em local adequado até a coleta pelo distribuidor ou fabricante. A não conformidade pode gerar multas de até R$ 10 mil por dia.
Inovações em embalagens sustentáveis ganham espaço: blisteres de papel reciclável, frascos de PET reciclado, redução de selos e folhetos desnecessários, e sistemas de dose unitária que reduzem o desperdício. Para o farmacêutico, orientar pacientes sobre descarte correto e participar ativamente dos programas de logística reversa é uma oportunidade de demonstrar responsabilidade ambiental e fortalecer a imagem da farmácia na comunidade.
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente — Acordo Setorial de Medicamentos. www.gov.br/mma | ANVISA — Logística Reversa. www.gov.br/anvisa
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