A farmacovigilância é a ciência responsável pela detecção, avaliação, compreensão e prevenção de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos. Em 2025, essa área passa por uma transformação profunda com a digitalização dos sistemas de notificação e o uso de inteligência artificial para identificar sinais de segurança em tempo real.
Tradicionalmente, a notificação de eventos adversos dependia da iniciativa voluntária de profissionais de saúde, o que resultava em subnotificação estimada em mais de 90%. Hoje, sistemas integrados de prontuários eletrônicos e bases de dados farmacológicos conseguem identificar padrões suspeitos automaticamente — por exemplo, quando um paciente apresenta sintomas consistentes com uma reação adversa conhecida após a dispensação de um novo medicamento.
O Brasil possui o sistema VigiMed, da ANVISA, integrado à rede global da OMS (VigiBase). Em 2025, o sistema recebeu atualizações que permitem o cruzamento de dados com prescrições eletrônicas e registros de dispensação. O farmacêutico clínico, especialmente o que atua na dispensação e acompanhamento farmacoterapêutico, é o profissional estratégico para alimentar esse sistema com notificações de qualidade.
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
Fonte: OMS — VigiBase/Programa Internacional de Farmacovigilância, 2025. www.who.int
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
