A indústria farmacêutica tradicional sempre foi caracterizada por P&D fechado — laboratórios investiam bilhões em pesquisa interna, protegiam resultados com patentes e controlavam todo o processo do discovery ao mercado. Esse modelo está mudando rapidamente com a ascensão da inovação aberta (open innovation), onde empresas estabelecidas colaboram com startups, universidades e centros de pesquisa para acelerar a descoberta de novos medicamentos.
O modelo mais comum de inovação aberta na indústria farmacêutica é a parceria de risco compartilhado. Grandes farmacêuticas fornecem capital, expertise regulatória e canais de distribuição; startups contribuem com tecnologia inovadora (IA, biologia sintética, novas plataformas de drug delivery) e agilidade. Nos últimos cinco anos, mais de US$ 50 bilhões foram investidos por farmacêuticas em parcerias com startups de biotecnologia.
Casos emblemáticos incluem a parceria da Pfizer com a BioNTech para a vacina de mRNA da COVID-19, e a colaboração da Novartis com a Pear Therapeutics para terapias digitais. No Brasil, o programa InovAtiva e parcerias do SEBRAE com laboratórios nacionais fomentam o ecossistema de inovação. Farmacêuticos e gestores que acompanham esse movimento podem identificar oportunidades de levar inovações para a ponta — da farmácia ao paciente.
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
Fonte: Nature Reviews Drug Discovery — Open Innovation in Pharma, 2024. www.nature.com/nrd | FIOCRUZ — Inovação Aberta em Saúde. www.fiocruz.br
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
