A nanomedicina utiliza partículas em escala nanométrica (1-100 nm) para transportar fármacos de forma direcionada a tecidos específicos, aumentando a concentração terapêutica no local de ação e reduzindo a exposição sistêmica e os efeitos colaterais. O sucesso das nanopartículas lipídicas (LNPs) nas vacinas de mRNA da COVID-19 acelerou dramaticamente o investimento e a pesquisa na área.
Em 2025, a nanomedicina oncológica é o segmento mais avançado. Nanopartículas carregadas com quimioterápicos, como a formulação lipossomal de doxorrubicina (Doxil), já são padrão de tratamento para certos tipos de sarcoma e câncer de mama. As novas gerações de nanocarreadores incluem partículas que liberam o fármaco apenas em resposta a estímulos específicos do microambiente tumoral, como pH ácido ou enzimas superexpressas.
No Brasil, o Laboratório de Nanomedicina da USP e a rede Nanobiotec Brasil desenvolvem sistemas de entrega baseados em polímeros biodegradáveis para doenças negligenciadas, como a leishmaniose e a doença de Chagas. A ANVISA segue as diretrizes da OMS para a regulamentação de nanomedicamentos, com foco em caracterização físico-química, biodistribuição e toxicidade a longo prazo.
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
Fonte: Nature Nanotechnology — Nanomedicine Advances 2025. www.nature.com/nnano
Receba análises como esta no seu email
Insights sobre farmácia, saúde e tecnologia direto de quem vive o setor.
