A saúde mental emergiu como uma das prioridades globais de saúde pública pós-pandemia. No Brasil, estima-se que 30% da população adulta apresente algum transtorno mental comum (ansiedade, depressão), e o consumo de psicofármacos cresceu mais de 40% desde 2020. O farmacêutico, como profissional de saúde mais próximo da comunidade, tem papel essencial no cuidado desses pacientes.
As principais atribuições do farmacêutico na saúde mental incluem: verificação de prescrições de medicamentos controlados (receita azul B1 e amarela B2 para psicotrópicos e entorpecentes), orientação sobre posologia e horários (muitos psicofármacos precisam de ajuste gradual), monitoramento de efeitos colaterais e interações (especialmente em polifarmácia), e identificação de sinais de alerta — como piora súbita do quadro, ideação suicida ou abuso de substâncias.
A interação entre psicofármacos e outros medicamentos é um ponto crítico. Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) interagem com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), aumentando o risco de sangramento gastrointestinal. Benzodiazepínicos potencializam o efeito depressor do álcool e de opioides. O farmacêutico que domina esses conhecimentos e oferece uma escuta qualificada se torna um ponto de apoio fundamental para pacientes e famílias.
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Fonte: OMS — Mental Health Atlas 2024. www.who.int | Conselho Federal de Farmácia — Farmácia e Saúde Mental. www.cff.org.br
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