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Farmácia Clínica12 jun 20246 min

Programa de Farmacovigilância Hospitalar: Estrutura e Resultados

A farmacovigilância hospitalar é um componente crítico da segurança do paciente. Estima-se que 5% a 10% de todas as admissões hospitalares estejam relacionadas a reações adversas a medicamentos (RAMs), e muitas são evitáveis. Programas estruturados de farmacovigilância hospitalar podem reduzir a incidência de RAMs graves em até 50% e gerar economia significativa ao evitar dias extras de internação.

A estrutura básica de um programa inclui: uma comissão multidisciplinar (farmacêutico, médico, enfermeiro), um sistema de notificação simplificado e não punitivo (presencial e eletrônico), um banco de dados para análise de sinais, e um plano de comunicação e feedback para os notificadores. O farmacêutico clínico é o profissional ideal para coordenar o programa, pois possui o conhecimento farmacológico necessário para avaliar a causalidade das suspeitas.

A tecnologia tem papel facilitador. Sistemas de prontuário eletrônico com alertas de interações medicamentosas e duplicidade terapêutica, combinados com algoritmos de machine learning que identificam padrões sugestivos de RAM em exames laboratoriais e evolução clínica, aumentam a sensibilidade da detecção. Hospitais brasileiros de grande porte que implantaram programas com suporte tecnológico reportam aumento de 300% nas notificações espontâneas e redução de 40% nos eventos adversos preveníveis.

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Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) — Farmacovigilância Hospitalar. www.gov.br/anvisa | WHO — Patient Safety Guidelines. www.who.int

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