A resistência antimicrobiana (AMR, na sigla em inglês) é classificada pela OMS como uma das dez maiores ameaças à saúde global. Em 2024-2025, estima-se que 1,27 milhão de mortes anuais estejam diretamente relacionadas a infecções por bactérias resistentes, e o número pode chegar a 10 milhões até 2050 se nenhuma ação coordenada for tomada. O uso excessivo e inadequado de antibióticos, tanto em humanos quanto na agropecuária, é o principal motor desse fenômeno.
O pipeline de novos antibióticos, embora limitado, apresentou avanços importantes. Em 2024, a FDA aprovou a cefepima-taniborbactam, um antibiótico beta-lactâmico combinado com inibidor de beta-lactamase, eficaz contra cepas de Pseudomonas aeruginosa e Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos. Outros candidatos promissores incluem a lizomicina (primeira nova classe de antibióticos para Gram-positivos em décadas) e peptídeos antimicrobianos sintéticos.
O farmacêutico clínico desempenha papel central nos programas de stewardship (uso racional de antimicrobianos). A atuação inclui a revisão de prescrições, a adequação de doses e duração do tratamento, a transição de antibioticoterapia intravenosa para oral, e a educação de pacientes sobre adesão. Hospitais brasileiros com programas de stewardship farmacêutico ativo reduziram em 30% o consumo de antibióticos de amplo espectro.
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Fonte: OMS — Antimicrobial Resistance Report 2024. www.who.int
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